Acesso meu e-mail pela milésima vez... Sinal de celular ruim... Lista de espera: zero pacientes. Em resumo: trabalhar em um feriado é muito CHATO!
quinta-feira, 23 de junho de 2011
FERIADO X TRABALHO
Acesso meu e-mail pela milésima vez... Sinal de celular ruim... Lista de espera: zero pacientes. Em resumo: trabalhar em um feriado é muito CHATO!
"Trair antes de ser traído!": frase mais imbecil dos últimos tempos!
Conclusão: converse, confie, tenha fé e paciência: justiça com as próprias mãos nunca foi a solução. Usar as "Três Peneiras" nunca é demais. É necessário certeza, bondade e utilidade para que a informação seja realmente válida, real e mereça ser repassada.
"Então, disse-lhe o sábio, se o que queres contar-me não é verdadeiro, nem bom, nem útil, então é melhor que o guardes apenas para ti"
Nosso protagonista não usou nenhuma das Três Peneiras e, lamentavelmente, perdeu...
terça-feira, 21 de junho de 2011
Uma vida na mão ou dois pássaros voando?
"Eu vou morrer?"
"Eu vou melhorar?!"
"Pelo amor de Deus, ajude-me!"
"Quanto tempo vou ficar assim?"
A vida definitivamente não permite ensaios. Se permitisse, não teria graça alguma. Ninguém erraria, ninguém tropeçaria, ninguém erraria a mega-sena, ninguém morreria. Todos seriam igualmente felizes e todos aproveitariam ao mesmo tempo todas as boas possibilidades possíveis! Ou seja: seria a mais completa definição de "perfeito caos".
As perguntas acima simbolizam isso, pois como profissional de saúde ouço várias vezes durante a rotina esses questionamentos que geralmente são acompanhados de angústia e medo. A incerteza da cura e da recuperação, colocando a saúde em jogo, e desse modo em risco nosso bem maior: a vida.
E quanto vale a vida? Pergunta mais difícil talvez não exista, pois todos sabem que a vida não tem preço. Mas e pra quem, impressionantemente, deseja o fim da vida como o suicida? A vida pra ele significa o ingresso para a morte e nada mais. Paciência...
E assim acontecem exemplos de vida por um fio todos os dias, em todos os momentos. Eu, particularmente, nunca tive a vida em risco por causa de doença. Mas infelizmente já estive em contato com pessoas que faleceram mesmo com todos os esforços. O mal irremediável é insano e muitas vezes cruel.
Essa certeza que vou morrer um dia é no mínimo curioso, pois posso estar escrevendo esse texto no dia da minha morte e simplesmente eu não sei disso. Então esse texto seria polêmico, já que seria absurdo pensar que trata-se apenas de uma mera coincidência. Mas se hoje não for o dia da minha morte, então esse texto passará apenas como mais um texto no meu blog.
Então termino esse texto pequeno, pois admito que minha inspiração "morreu" hoje, apenas afirmando que ter uma vida nas mãos realmente equivalem a dois pássaros voando, já que na área de saúde o profissional de saúde e o paciente são dois pássaros: esse quer voltar a voar e aquele quer continuar voando, mas nunca sozinho, enfim uma andorinha só não faz verão, mas quando essa andorinha ajuda várias outras andorinhas a voarem com ela, então o sol virá majestoso e irradiando felicidade. Quando alguma andorinha não puder mais ajudar a fazer verão, então o mal irremediável cumpriu a sua tarefa. Tudo bem, o sol continua, todos os dias da semana, 365 dias por ano. Quem não está mais entre nós para apreciar o sol da terra, então acredito que deve estar apreciando esse mesmo sol de um ângulo muito mais privilegiado. Amém!
"(...) Onde houver ódio que eu leve o amor / onde houver ofensa que eu leve o perdão /onde houver discórdia que eu leve a união / onde houver dúvida que eu leve a fé / onde houver erro que eu leve a verdade / onde houver desespero que eu leve a esperança / onde houver tristeza que eu leve a alegria / onde houver trevas que eu leve a luz (...)" (trecho oração de S. Francisco de Assis)
sábado, 18 de junho de 2011
Gostar, cuidar, zelar. E o zelo tem uma ponte estreitíssima com o ciúme...
O filme mostra a vida de um jovem, 32 anos, que curte a vida como qualquer jovem, mas eu diria que ele curte além da medida, pois se envolve com várias mulheres, porém sem se apaixonar por nenhuma delas. Penas curtição e sexo, nada mais. Então esse cara começa a ter problemas com isso, pois as mulheres se iludiam, mas ao procurá-lo todos os sentimentos nutridos haviam ido embora por parte dele, até porque esses sentimentos nunca existiram. Ele era paulista, pilantra, cachorro, e pra fugir desse "inferno feminino" que ele mesmo plantou e cultivou, resolve viajar para o Rio de Janeiro quando se depara de forma inusitada com uma mulher também jovem que iria transformar sua vida para sempre. Eles se apaixonam, ela se muda para São Paulo, mas um monstro estava nascendo a partir daquela linda união: o ciúme! A carioca tinha milhões de amigos, era carismática, dançava com todos nas festas e, além de tudo, era ingênua. Ele descobriu-se ciumento ao ponto de mexer em celular, gavetas dela e até extrato bancário. O abominável ciúme tomou conta da relação. Sua vida estava virando um inferno, pois tudo era motivo para desconfiança.
Assisti o filme até esse momento, ou seja, no clímax, pois infelizmene havia chegado a hora de ir trabalhar em pleno sábado à noite (hora ingrata)! Mas faz parte, e pra ser sincero, o filme é angustiante, pois o ambiente é bem semelhante ao cenário tenso de Dom Casmurro com Bentinho, Capitu e Escobar, onde a genialidade de Machado de Assis não permite identificarmos se realmente Capitu trai ou não Bentinho com o Escobar.
Então hoje venho aqui no blog dizer que o ciúme é como um câncer: se diagnosticado precocemente, pode ser tratado e curado. Porém, se esse tumor maligno avança para fase terminal com metástase, então essa doença vira um estigma incurável até que a morte (ou o divórcio) os separe... Infelizmente.
Ciúmes? Melhor não tê-lo! Se tiver, respire fundo, separe o que é real e imaginário e troque a ofensa por perdão, sempre que possível.
"Mas eu me mordo de ciúmes!"
quinta-feira, 19 de maio de 2011
Ser bom é muito difícil... (Resposta a um e-mail)
"Se não quer chorar, seus olhos perderão o brilho, pois as lágrimas são necessárias. Se você chora de vez em quando, e as lágrimas começam a fluir, seus olhos ficam mais limpos, renovados, jovens, virgens.
Uma pessoa amadurecida é aquela que chega a conhecer a necessidade do outro: que agora tenho que amar alguém. A necessidade de ser amado é infantil, imatura. A necessidade de amar é maturidade. E quando você está preparado para amar alguém, um belo relacionamento irá surgir; de outra maneira não.
É possível que duas pessoas num relacionamento sejam más uma para com a outra? Sim, isso é o que está acontecendo por todo o mundo. Ser bom é muito difícil. Você não é bom nem para si mesmo. Como você pode ser bom para outra pessoa?
Você nem mesmo ama a si próprio! Como você pode amar outra pessoa? Ame a si mesmo, seja bom para si mesmo. Os seus assim chamados santos têm lhe ensinado a nunca amar a si mesmo, para nunca ser bom para si mesmo.
Seja duro consigo mesmo! Eles têm lhe ensinado a ser delicado para com os outros e duro para consigo mesmo. Isso é um absurdo. Eu lhe ensino que a primeira e mais importante coisa é ser amoroso para consigo mesmo. Não seja duro; seja delicado.
Cuide de si mesmo. Aprenda como se perdoar, cada vez mais e novamente; sete vezes, setenta e sete vezes, setecentos e setenta e sete vezes. Aprenda como perdoar a si próprio. Não seja duro; não seja antagônico consigo mesmo.
Assim você irá florescer. Nesse florescimento você atrairá alguma outra flor. Isso é natural. Pedras atraem pedras; flores atraem flores. Assim há um relacionamento que possui graça, que possui beleza, que possui uma bênção nele. Se você puder achar um relacionamento assim, seu relacionamento crescerá para uma oração; seu amor se tornará um êxtase e através do amor você conhecerá o que é o divino." (Osho)
quarta-feira, 11 de maio de 2011
A gente vive assim...
quinta-feira, 5 de maio de 2011
Às vezes tudo... Às vezes nada... Às vezes tudo ou nada!
Como eu gostaria de saber a real importância de gostar de alguém, mas não está ao meu alcance... Apenas afirmo que é essencial para a manutenção da espécie, mas custo a acreditar que o fato de gostar no sentido amar foi criado por Deus apenas com esse objetivo: preservar a espécie humana.
Amar custa e como custa... Não custa dinheiro, não custam bens, não custam negócios. Porém amar custa uma ou várias vidas, assim são os filhos, eles são frutos diretos do tal amor.
Obviamente o filho não necessariamente trará amor à família, ou mesmo os pais obrigatoriamente amará sua prole. Mas estou falando do que o ciclo da vida nos traz: nascer, etc, REPRODUZIR, etc e morrer. Nos nossos livros de ciências, quando crianças, já decorávamos a sequência. E era muito chato decorar que depois de nascer, obrigatoriamente tem que crescer e em seguida tem que reproduzir, pois logo depois tem que envelhecer para morrer e assim acertar a questão decoreba da prova. Felizmente sabemos que esse ciclo respira complexidade e as variações são infinitas.
Claro que a fase mais importante é a reprodução, já que é nesse patamar que a espécie garante a continuidade. Sem amor a reprodução ocorre, senão os estupros não gerariam seres humanos vítimas de um ato pobre em amor e rico em crueldade. Porém o amor é o que une e quando se une, o amor tende a ser infinito e imortalizado, pelo menos essa é a intenção em um casal que está apaixonado: plantar e colher o sentimento mais nobre chamado amor. O filho eterniza o amor.
Então encerro esse texto alterando o ciclo, na verdade não mudando sua sequência, já que a padrão já é a mais lógica. Adiciono o verbo amar no ciclo da vida e se estivesse ao meu alcance alteraria todos os livros de ciências para a crianças já aprenderem que sem amor nada seríamos.
Moral da história: Amar, Nascer, Amar, Crescer, Amar, Reproduzir, Amar, Envelhecer, Amar, Morrer e Amar.
Amar é assim: às vezes tudo, às vezes nada.