quarta-feira, 11 de maio de 2011
A gente vive assim...
quinta-feira, 5 de maio de 2011
Às vezes tudo... Às vezes nada... Às vezes tudo ou nada!
Como eu gostaria de saber a real importância de gostar de alguém, mas não está ao meu alcance... Apenas afirmo que é essencial para a manutenção da espécie, mas custo a acreditar que o fato de gostar no sentido amar foi criado por Deus apenas com esse objetivo: preservar a espécie humana.
Amar custa e como custa... Não custa dinheiro, não custam bens, não custam negócios. Porém amar custa uma ou várias vidas, assim são os filhos, eles são frutos diretos do tal amor.
Obviamente o filho não necessariamente trará amor à família, ou mesmo os pais obrigatoriamente amará sua prole. Mas estou falando do que o ciclo da vida nos traz: nascer, etc, REPRODUZIR, etc e morrer. Nos nossos livros de ciências, quando crianças, já decorávamos a sequência. E era muito chato decorar que depois de nascer, obrigatoriamente tem que crescer e em seguida tem que reproduzir, pois logo depois tem que envelhecer para morrer e assim acertar a questão decoreba da prova. Felizmente sabemos que esse ciclo respira complexidade e as variações são infinitas.
Claro que a fase mais importante é a reprodução, já que é nesse patamar que a espécie garante a continuidade. Sem amor a reprodução ocorre, senão os estupros não gerariam seres humanos vítimas de um ato pobre em amor e rico em crueldade. Porém o amor é o que une e quando se une, o amor tende a ser infinito e imortalizado, pelo menos essa é a intenção em um casal que está apaixonado: plantar e colher o sentimento mais nobre chamado amor. O filho eterniza o amor.
Então encerro esse texto alterando o ciclo, na verdade não mudando sua sequência, já que a padrão já é a mais lógica. Adiciono o verbo amar no ciclo da vida e se estivesse ao meu alcance alteraria todos os livros de ciências para a crianças já aprenderem que sem amor nada seríamos.
Moral da história: Amar, Nascer, Amar, Crescer, Amar, Reproduzir, Amar, Envelhecer, Amar, Morrer e Amar.
Amar é assim: às vezes tudo, às vezes nada.
segunda-feira, 14 de março de 2011
Mário Quitana e a verdade absoluta
terça-feira, 1 de março de 2011
Início de carreira (profissão) e fim da carreira (corrida)

Começo esse texto mostrando dois sinônimos para o substantivo feminino carreira: um significa profissão (definição mais conhecida) e outro significa corrida (definição mais utilizada nos estados do Nordeste brasileiro), conforme exposto no título acima.
Estou realmente iniciando carreira profissional, estou trabalhando há exatamente 3 meses (ou seja: faltam 'apenas' 34 anos e 9 meses para minha primeira aposentadoria!) e posso afirmar que já tive oportunidade de trabalhar em 3 esferas ocupacionais: privado, público e voluntário.
No privado, onde estou atualmente, existe uma vantagem já estereotipada em qualquer serviço privado: organização e estrutura, incluindo manutenção, além de profissionais comprometidos com o trabalho. A desvantagem: o cliente exige mais, obviamente, e por vezes até exagera na cobrança. Como toda ação gera uma reação, princípio básico newtoniano, o serviço por sua vez exige e cobra do profissional, o que gera eventualmente uma sobrecarga de trabalho acima do aceitável comprometendo um atendimento deveras de qualidade, tudo em prol da 'bendita' produtividade, ou seja, números.
Enquanto isso, o serviço público é mais gratificante, porém tende a ser burocrático e recebe o rótulo de moroso, acomodado e sucateado. Quanto mais público, mais papel, infelizmente essa é a impressão, apesar de que essa realidade está mudando com a era de informatização atingindo as 3 esferas públicas (municipal, estadual e federal). E apesar de ser um direito do cidadão, diversas vezes o cliente sente-se tímido como se estivesse devendo algo. Meu primeiro emprego foi público (municipal-federal) e fui acolhido de forma surpreendentemente positiva.
E o que chamamos de voluntário? Aqui seria o hobbie, a paixão, inclusive não me sinto autorizado a taxar o termo voluntário de serviço ou trabalho, pois nessa esfera o profissional sai sempre ganhando, pois a solidariedade é justamente isso: dar mais (trabalho) que receber (remuneração), porém receber mais (amor) que dar (tempo, esforço), por isso para ser voluntário o saldo deve ser positivo.
Na minha área de atuação, saúde, tenho a seguinte vantagem: tenho acesso relativamente fácil às 3 opções: voluntário, público ou privado. Acredito que o ideal é ter atrelado ao público ou privado um espaço para dedicar-se ao voluntário, como forma de retorno imediato à população ou simplesmente por amor às causas perdidas, mas não extintas.
Retorno a minha cidade natal e por enquanto encontro-me atuando apenas no serviço privado, mas necessito de um serviço voluntário de utilidade pública. Nesse caso, quando estiver também exercendo atividade voluntária, escreverei nesse blog com um prazer imensurável.
E o fim da carreira (corrida)? Conforme diz a música, quem tem pressa não se interessa, agora é subir a montanha e apreciar o horizonte distante, mas ao alcance dos olhos. Subir até quando? Essa pergunta, graças a Deus, eu não sei a resposta! Enquanto isso faremos a colheita (e sempre plantando) todos os dias. Amém.
quarta-feira, 16 de fevereiro de 2011
Perfeita Simetria
A fé move montanhas e me faz aceitar o tempo, nada além da fé...
E o amor? Esqueça o amor, por enquanto, pois basta o olhar ser natural para até a dor ir embora. Olhar e olhar, mas onde estão seus olhos, agora que estou bem na foto?
É possível que o amor ainda te emocione? Torço que sim, mesmo com medo, até porque você esquece que eu não sou de ferro e até o ferro pode enferrujar.
Olhe pra mim... enquanto eu me quebro e desapareço no ar... O que era certo e sólido: dissolve, desaba, dilui, desmancha no ar. E, por fim, as lágrimas... já as transformei em pó.
Às vezes tudo, às vezes nada, às vezes tudo ou nada, às vezes 50%, às vezes a todo momento, às vezes nunca, como tudo na vida, não é sempre!
Por amor às causas perdidas, seja o que for, é preciso fé cega e pé atrás, olho vivo, faro fino, e tanto faz...
No fim das contas a gente faz de conta que isso faz parte da vida, já que a gente vive assim, sempre acabando o que não tem fim...
Caí numa armadilha! Você não sabe (e nunca soube) o que eu sinto!
sábado, 22 de maio de 2010
Aos amigos...

- São aqueles que o fazem estudar, mas também o convencem a sair de casa para a gandaia.
- São aqueles que riem com você, mas também choram com você, embriagados ou não.
- São aqueles que cuidam de você, mas permitem que você coma e beba o que faz mal.
- São aqueles que o respeitam diante de outras pessoas, mas frescam e tiram onda desde que haja bom senso.
- São aqueles que o elogiam, mas também o xingam, desde que seja na sua frente e sem humilhar.
- São aqueles que não o esquecem, porém são capazes de o largar por qualquer atrativo maior.
- São aqueles que o ajudam, mas se você negar a ajuda, então vai ser ajudado à força mesmo.
- São aqueles que lhe oferecem a mão, e até o braço se necessário, mas não ultrapassa disso, pois pode não ser bem visto perante a sociedade.
- São aqueles que botam a mão no fogo por você, porém é sempre bom ter um balde d'água na outra mão, por precaução.
- São aqueles que querem seu sucesso, desde que não se separem, pois se isso acontecer, melhor mesmo é todo mundo cair na desgraça, desde que juntos.
- São aqueles que você pode contar 24 horas por dia, mas se for madrugada, prepare-se para a recepção nada pacífica.
- São aqueles que são cupidos, mas nunca custa nada perguntar se tem alguma amiga disponível.
- São aqueles que lhe oferecem o ombro, desde que seja apenas uma metáfora ou ressaca mesmo.
- São aqueles que o defendem a todo custo, mas em determinadas situações melhor correr mesmo e cada um por si.
- São aqueles que o colocam no céu, mas dependendo do montinho a queda é certa e preferencialmente violenta.
- São aqueles que topam ir a um encontro formal e chato com você, desde que na volta o bar mais próximo seja parada obrigatória.
- São aqueles que o auxiliam a seguir o melhor caminho, mas para isso é necessário conseguir andar em linha reta.
- São aqueles que teriam orgulho em vê-lo namorando sua irmã... pensando bem, não mesmo.
- Em resumo, são aqueles que o amam, por isso são amigos, já que sem amor nada seriam.
quinta-feira, 11 de março de 2010
Seu dia merece?
Era domingo. Saí do hospital depois de um dia estressante... Estava de bicicleta e adorei estar de bicicleta, mesmo cansado, já que andar de bicicleta é sempre uma atividade que me revigora. Como eu estava de mal humor, então aproveitei que para me propor o seguinte desafio: eu tinha que chegar de bom humor em casa enquanto pedalava. Resolvi fazer uma espécie de jogo do contente, ou seja, eu só ia visualizar ou observar aquilo ou aquele(a) que despertar em mim um sentimento bom, caso contrário eu ignoraria. Assim eu fiz, pelo menos tentei... Sei que parece um joquinho que beira o que definimos por patético, mas peço ao leitor que continue a ler o texto, enfim lembre-se que esse texto tem um final, para a felicidade daqueles que estão pensando em bloquear essa página.
Iniciei minha pedalada saindo do hospital, quando vi um garoto que "cuida" dos carros no estacionamento do hospital. Esse cara é um mala que tem retardo mental leve a moderado e usufrui dessa "vantagem" para perturbar os outros, inclusive eu, pedindo dinheiro a todos aqueles que estacionam o carro (ou a bicicleta) no hospital. Então eu pensei: "Esse cara não me desperta um sentimento bom, logo vou sublimá-lo!". Então desviei meu campo de visão e não o vi mais. A pedalada continuava, e eu em busca de acontecimentos felizes pelo caminho. Eu estava contra o vento, o que tornava a pedalada mais difícil e cansativa, mas isso poderia ser bom, enfim o vento no rosto é muito agradável, porém o vento era quente, devido o clima de Sobral, enfim estou me referindo a uma rua de Sobral às 16h, ou seja, o vento é um verdadeiro bafo, bastante quente. Então resolvi esquecer o vento. O sol escaldante, fervendo meus miolos, começou a incomodar, fazendo-me excretar o suor que não evaporava, impregnando minhas vestes que grudavam na minha pele como guardanapo molhado. Então eu disse para o Sol: “Sol, você não está me despertando sentimentos agradáveis, por isso vou esquecê-lo até pelo menos você se pôr.” E assim continuei minha pedalada sem retardos mentais, sem vento e sem sol. Mas não adiantava, verdadeiros karmas me perseguiam nesse dia: um cachorro correu atrás de mim, passei por cima de um buraco e me desequilibrei, passei por um bar e observei na televisão que meu time estava perdendo, a corrente da bicicleta saiu e me melei de graxa quando a coloquei de volta,...
Foi quando percebi que já estava bem próximo de casa e meu mal humor só havia aumentado exponencialmente. Então parei a bicicleta, olhei para o horizonte e avistei uma linda montanha, majestosa, colorida pelo fim da tarde. O silêncio imperava, um vento de final de tarde envolvia as árvores e essas correspondiam com um som terapêutico das folhas em contínuo movimento, além das folhas secas que caíam ao chão, renovando as copas. Respirei e refleti: “Como posso negar o sol, o vento, o cachorro, o futebol, minha própria bicicleta? E quem está com déficit mental nesse momento, além de mim?”.
Então as cores do céu sugeriam o pôr do sol... Nesse contexto, fiz uma análise retroativa:
- Um paciente psiquiátrico que consegue ter uma vida sociável, arrecadando sua própria renda em pleno domingo: isso é positivo e deve ser valorizado!
- O vento estava quente e contra minha direção: as marchas da bicicleta compensavam a resistência do vento e é melhor qualquer vento que clima abafado.
- O sol escaldante: sempre é bem-vindo, principalmente fim de tarde. E o suor está vinculado a qualquer atividade física, como uma boa pedalada.
- O cachorro: ele correu, mas não me pegou. O buraco: desequilibrei, mas não caí, além do que o buraco já estava lá. A corrente da bicicleta: sujei-me de graxa, mas consegui colocar a corrente, evitando que eu voltasse a pé. O time: ainda era primeiro tempo, depois descobri que o jogo foi para os pênaltis e meu time venceu.
Concluindo: cheguei em casa, tomei um bom banho, fui ler um bom livro e vi que podemos ter sempre um bom dia, desde que façamos por onde esse dia merecer.
